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Apresentação
A Caatinga e o Cerrado surpreendem com suas paisagens, grande variedade de fauna, flora, recursos hídricos e uma enorme diversidade sociocultural. Apesar, dos inúmeros desafios, as pessoas desses biomas têm interagido com suas dificuldades de uma forma cada vez mais proativa. Essa é uma realidade que pode ser demonstrada em números e pelo crescimento e sustentabilidade de empreendimentos que hoje atuam no mercado interno e externo, largando o estigma da desarticulação e da pobreza para se tornarem comunidades saudáveis, tendo como diferencial de mercado a relação respeitosa com a natureza e com o conhecimento tradicional.
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30.10.08

Empreendimentos potencializam articulações e negócios durante Exposustentat 2008

Empreendedores e visitantes da Sala Caatinga Cerrado, que ocorreu na Exposustentat 2008, em São Paulo, de 23 a 25 de outubro de 2008, demonstraram grande satisfação com as oportunidades de parcerias e negócios estabelecidos nesse espaço. O trabalho desenvolvido pela iniciativa Caatinga Cerrado – Comunidades Eco-Produtivas, que além de organizar a participação desses empreendimentos em feiras e eventos, articula e capacita permanentemente seus representantes, foi destacado como fundamental para que os produtos da sociobiodiversidade desses biomas cheguem a novos mercados. Vale a pena conferir os depoimentos:

Empreendedores:

“Estar nesta feira é importante, principalmente, pelos contatos. Aqui, dialogamos não só com o mercado brasileiro, mas com mercados de países que a Coopercaju ainda não tinha conseguido atingir. Os compradores, inicialmente, pedem poucas caixas, mas é dessa forma que poderemos entrar nesses países e fazer mais negócios. A nossa participação aqui também é importante pelas coisas que aprendemos. Quando eu voltar para a cooperativa, quero repassar todas essas informações para os produtores, para que eles tenham os mesmos conhecimentos que eu estou recebendo aqui” - Rafaela Borges, da Coopercaju (Produto: castanha de caju)

“Foi excelente participar desta feira. Nós fechamos muitos negócios. A produção das comunidades já está quase toda comprometida. Tivemos a oportunidade de estabelecer uma parceria, que deverá render bons frutos para as comunidades e para a Plantus, além de ser um bom negócio também para o pessoal daqui de São Paulo, que vai ter um produto diferenciado. Colocamos, ainda, o nosso pezinho, ou melhor, a perna toda, no mercado internacional” – Tatiane Juliasse – Plantus (Produto: fitocosméticos e fitoterápicos)

“Eu acredito que a Apoms vai, a partir desta feira, ter um aumento na qualidade da produção. Houve uma ótima sinalização do mercado em relação aos nossos produtos. A demanda que se apresentou pra gente aqui vai contribuir diretamente no crescimento da instituição. Também percebemos algumas coisas que precisamos melhorar e vamos trabalhar para isso” – Vitor Carlos Neves – Rede de Agroecologia APOMS (Produtos: café orgânico, gergelin e ervilha agroecológicos, castanha de baru)

“A Sala foi um evento de sucesso pra gente. Muitas pessoas querem comprar imediatamente, mas temos a consciência que o propósito aqui não é o de vendas particulares. O capim dourado, hoje, faz sucesso, mas, é por isso mesmo que muita gente por aí começou a colhê-lo de qualquer forma, vender de qualquer jeito e em qualquer lugar. Muitas vezes, o capim verde é pintado para passar pelo dourado. Na nossa associação, nós temos a preocupação com a sustentabilidade desse bem: colher na época certa, deixar a semente lá para que o capim dourado continue a brilhar, preservá-lo. Neste espaço da Sala foi possível mostrar isso e falar para as pessoas da pirataria” – Ana Claudia Matos da Silva, Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Materiais – ACAPPM (Produto: artesanato com capim dourado)

Visitantes

“Para que os produtos desses biomas acessem novos mercados é necessário que exista uma soma de forças do governo e da sociedade civil. Não se pode achar que isso vai ser resolvido por um único ator social, por relevante que ele seja. O Governo Federal é importante, mas, sozinho, também não vai dar conta. Por isso, é fundamental que as organizações que representam as populações extrativistas, as comunidades tradicionais e os agricultores familiares estejam realmente organizados e que assumam o papel de protagonistas da sustentabilidade no aproveitamento dos recursos desses biomas” - Egon Krakhecke, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

“Achei os produtos da Sala Caatinga Cerrado bastante diversificados e com uma visível valorização da cultura das comunidades desses biomas. A apresentação desses produtos me surpreendeu. Embora sejam originários de plantas ou frutas nativas, eles ganharam uma roupagem que os deixaram realmente atraentes aos olhos do consumidor. Em alguns casos, os rótulos precisam ser melhorados, mas, no geral, estão muito bonitos. Acho que se fossemos comparar com alguns anos atrás, eles não teriam nem dez por cento da qualidade que eu estou vendo agora“. Vitor dos Santos Rossi – Certificadora Chão Vivo.

É a primeira vez que eu venho visitar esta feira, e já percebi que existem muitas coisas novas aqui na Sala Caatinga Cerrado. É outra visão de produção agrícola e de utilização de produtos ecológicos. São muitas experiências interessantes e de sucesso que, eu acredito, necessitam do apoio da sociedade de um modo geral, pois, sem isso, dificilmente um projeto se torna sustentável”. Rogério Vera, Central de Abastecimento de Campinas/SP

Muito interessante observar os produtos da Caatinga Cerrado. Obviamente, tem alguns empreendimentos com mais estrutura e outros com menos, mas foi possível verificar que os grupos têm conhecimento profundo sobre o conceito de biodiversidade e sobre o que realmente é necessário para se atingir uma boa produção. O que a gente percebe é que o próximo desafio é conseguir patrocínio para todo esse processo – tanto através de indústrias, quanto do próprio governo. Seria utilizar aquilo que eles já conhecem, já sabem fazer, mas com um pouco mais tecnologia, criando um formato para conseguir levar isso ao mercado. Essa articulação Caatinga Cerrado é essencial para esses grupos. Isso porque é muito complexo capacitar tanta gente, e se não tiver alguém que consiga orquestrar tudo isso junto a órgãos públicos ou privados, perde-se a capacidade de conseguir acelerar esse processo”. Fabiano Batista – responsável pela área de cereais matinais da Nestlé.

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