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Apresentação
A Caatinga e o Cerrado surpreendem com suas paisagens, grande variedade de fauna, flora, recursos hídricos e uma enorme diversidade sociocultural. Apesar, dos inúmeros desafios, as pessoas desses biomas têm interagido com suas dificuldades de uma forma cada vez mais proativa. Essa é uma realidade que pode ser demonstrada em números e pelo crescimento e sustentabilidade de empreendimentos que hoje atuam no mercado interno e externo, largando o estigma da desarticulação e da pobreza para se tornarem comunidades saudáveis, tendo como diferencial de mercado a relação respeitosa com a natureza e com o conhecimento tradicional.
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12.08.11

Construida as Boas Práticas de Manejo para a Palmeira Licuri

Aconteceu nesta quarta (10) e quinta feira (11) no auditório do Hotel Belvedere em Paulo Afonso/BA, a II Oficina de Construção de Diretrizes Técnicas para Adoção de Boas Práticas de Manejo para a Palmeira Licuri. A Oficina está sendo realizada pelos Ministérios do Meio Ambiente e Agricultura Pecuária e Abastecimento, com apoio da ONG AGENDHA, ONG ECO, Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia e a UNEB (Mestrado de Ecologia Humana).

A Oficina é a segunda etapa da que ocorreu em Brasília/DF nos dias 27 e 28 de janeiro de 2011 e que tem como objetivo, através de uma metodologia participativa composta por Pesquisadores, Povos e Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Técnicos, definir práticas sustentáveis de manejo da Palmeira Licuri.

 

No Ministério do Meio Ambiente existe uma linha de ação que está fomentando o uso desses recursos, desde que sejam sustentáveis e para que a Palmeira faça parte dessa ação é fundamental que se adote boas práticas de manejo. Para Fábio Chicuta da Coordenadoria de Agroextrativismo do Ministério do Meio Ambiente, é preciso definir o que é uma prática sustentável do Licuri, o que seria impossível fazê-lo sozinho de Brasília.

 

Para o Sr. Lafaete José da Silva, liderança indígena da etnia Pankararú, Tacaratu/PE, que utiliza a palha do licurizeiro para fazer vassoura, esteira e abano, o evento é de grande importância, pois, trás a conscientização de um manejo sustentável, para que as gerações futuras possam usufruir dos mesmos benefícios que hoje estão tendo.

 

O Sr. Domingos Barbosa Ferreira representante da Comunidade Tradicional de Fundo de Pasto de Senhor do Bomfim/BA, acredita que a oficina é o momento de se chegar a um consenso de sustentabilidade dos que fazem as partes social, cultural, legal e das espécies que dependem do Licuri.

 

Para a ONG AGENDHA está Oficina é mais uma iniciativa de apoio às Comunidades e Povos Tradicionais e da Agricultura Familiar e Originários e uma forma de contribuir efetivamente com as diretrizes e políticas governamentais, construídas coletivamente. Para Valda Aroucha Coordenadora da ONG, “O manejo sustentável de uso múltiplo do Licuri, fortalece as relações socioambientais e renda das famílias extrativistas. Tudo isso é mais um passo para a melhoria da qualidade de vida dos ecossistemas e das pessoas que vivem e dependem do Licuri.”


O Superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia José Ivaldo acredita que o apoio à realização desse evento, se coloca como uma oportunidade muito grande na medida em que a Bahia é um dos estados com maior produção, maior ocorrência da Palmeira e onde boa parte da população do semi-árido do sertão baiano, se envolve com as atividades de extração da Palmeira Licuri, além da ocorrência de Araras que se alimentam do fruto, desta forma, a criação dessas diretrizes é fundamental para a preservação dessas espécies e que o uso sustentável possa continuar ocorrendo.

 

Um dos ganhos para a comunidade que adotar as práticas sustentáveis de manejo, definidas nessa oficina é o Selo Orgânico, que traz um diferencial para o produto que o tem. A demanda no Brasil, por esse tipo de produto aumenta cerca de 10% ao ano e no mundo movimenta cerca de US$  23,5 bilhões de dólares. Os principais pontos de venda do produto no país são as grandes redes de supermercados, que viram no produto orgânico uma oportunidade de diferenciação no seu mix de produto e da valorização da imagem da empresa frente ao consumidor.

 

Outro diferencial está na possibilidade de acessar o Mercado Institucional da Alimentação Escolar, através do PAA e PNAE que paga um valor a mais, como incentivo a produção orgânica e por se tratar de um produto da *sociobiodiversidade o Ministério do Meio Ambiente, tem a intenção de trabalhar na Bahia em breve sua cadeia produtiva como um todo.

 

*Sociobiodiversidade é a relação entre bens e serviços gerados a partir de recursos naturais, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse de povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares

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