18.10.08
Agricultores familiares ganham força com consolidação da articulação Caatinga Cerrado
A Caatinga e o Cerrado têm uma imensa riqueza produtiva, que precisa ser mais conhecida, respeitada e visibilizada pelos mercados nacional e internacional. Nesse sentido, e dentro da atual conjuntura, o desafio é a preparação dos empreendedores familiares para responderem de maneira qualificada às demandas de comercialização, sem perder o valor social agregado ao seu trabalho. Com o objetivo de contribuir com esse processo, surge a Caatinga Cerrado – Comunidades Eco-produtivas – um espaço de articulação das redes e empreendimentos da agricultura familiar para a promoção e comercialização de produtos da sociobiodiversidade desses dois biomas.
A iniciativa é o resultado do aprofundamento de um debate de dois anos, entre agricultores familiares e organizações apoiadoras, durante feiras e eventos de negócios, sobre a necessidade de se capacitar os empreendedores para atenderem, de forma proativa e sustentável, às exigências do mercado da sociobiodiversidade. Isso porque, os instrumentos para a ocupação desses novos espaços, eles já têm: produtos de qualidade, que são o resultado de um processo de convivência harmoniosa com o meio ambiente e de uma proposta de desenvolvimento com justiça social. São artesanatos, cosméticos, frutas e derivados, mel, entre outros, produzidos por cerca de 20 mil famílias, representadas por 150 empreendimentos, integrantes de 15 redes de dez estados brasileiros.
Além de participarem de capacitações, debates e palestras, esses grupos também expõem em feiras e eventos, espaços importantes para a construção de parcerias e a identificação de novas oportunidades de negócios. Este mês (outubro), os empreendimentos estarão integrando a Sala Caatinga Cerrado, que será montada pelo terceiro ano consecutivo (antes recebia o nome de Sala Nordeste e Cerrado) na ExpoSustentat – feira internacional de bens e serviços voltados para o mercado sustentável.
Para desenvolver suas ações, a Caatinga Cerrado conta com a parceria da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ), do Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED), da Fundação Konrad Adenauer (KAS), do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC), do Ministério da Integração Nacional (MI) e da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).



















